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Prevenção – Uma filosofia de vida

Acidentes são decorrentes de perigos negligenciados em algum lugar do passado.

Para continuar neste trabalho de ilustração do quanto a nossa sociedade ainda é primária na gestão de riscos, seja por falta de conhecimento, recurso ou descuido mesmo. E também para buscar caminhos para evitar perdas e danos, foram selecionados dois exemplos de acidentes com GÁS de cozinha transcorridos no mês de março/2016 no Brasil.

Data do evento: 09/03/2016

Local: Taboão da Serra – São Paulo – Brasil

Impacto: Dois mortos, uma pessoa com 80% de queimadura no corpo, danos patrimoniais, residências, destruídas, vizinhança interditada.

20160309-gás-taboão-sp

Fonte: http://www.redetv.uol.com.br/jornalismo/cidades/explosao-de-botijao-de-gas-deixa-mortos-e-feridos-em-taboao-da-serra

 

Data do evento: 14/03/2016

Local: São Paulo – Brasil

Comerciante sofre com explosão por vazamento de GÁS ao abrir loja no centro de São Paulo.

Especialistas apontam, de forma preliminar, que o evento pode ter sido deflagrado por faíscas produzidas durante o acionamento do interruptor elétrico.

20160914-gás-lanchonete-sp

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/03/explosao-em-lanchonete-deixa-duas-pessoas-feridas-no-centro-de-sp.html

Os dois eventos selecionados para esta publicação são decorrentes de acidentes que envolvem vazamento de gás de cozinha, um tema “estupidamente” primário, porém, corriqueiro.

A maioria das pessoas estão sujeitas, de forma direta ou indireta, a mais este tipo de evento.

Perguntas que ficam:

Não se questiona aqui a obrigatóriedade dos meios de proteção. A questão central está na pré disposição do controlador, dos acessores e demais agentes públicos ou privados que  tomaram ou se isentaram das ações para evidar perdas e danos. Nesta linha de ação e reação estamos todos juntos. No passado, o controlador buscou meios de proteção? Foi bem instruído pelo seu corretor de confiança? Realizou a gestão necessária para garantir a segurança?

1) Existia um detector de gás operacional? O imóvel possuia seguro?

2) Como foi a “continuidade” e o monitoramento do risco?

3) E o que foi planejado para o pos evento?

Se foi realizada uma ótima gestão, então porque não foi possível evitar o que deveria ser evitado?

Se ocorreu o evento então ocorreram falhas, e foram humanas, ainda que possa ser a falta de atenção do desvio padrão de algum componente eletrônico. Falhas não ocorrem do nada, e seguem a lei da ação e reação.

Há algumas ações simples que podem minimizar estas ocorrências com gás.

A título de exemplo, você pode assistir o video em referência, que apresenta falhas comuns no manuseio do butijão de gás e acrescenta boas práticas de grande relevância para sua segurança. Inclusive reforçando o “durante”, isso porque não basta realizar uma ação momentânea para evitar o evendo danoso. A continuidade da ação de cuidar é tão importante quanto o seu início. A disciplina do gerenciamento de riscos, define o ato de continuar cuidando como Monitoramento, que pode ser entendido como a constante verificação da vida do risco, ou seja, como ele está se comportando ao longo do tempo. Em linhas gerais, este comportamento de continuidade é pouco verificado na sociedade de risco. No modo de viver das pessoas o monitoramento é pouco explorado. Ainda é um comportamento mais elevado, poucos permeiam essa esfera, é algo como uma filosofia de vida que gradativamente você pode tomar conhecimento e esquecer ou agregar sabiamente ao seu modo de viver.

Veja o video prático para aprender um pouco mais.

http://tvuol.uol.com.br/video/saiba-como-evitar-acidentes-com-botijao-de-gas-04024C1C3966E4B95326

Ainda são poucos que atuam antes e durante, num trabalho constante para o depois.

Acidentes são decorrentes de perigos negligenciados em algum lugar do passado.

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